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  • A regra é não ter regras, Reed Hastings e Erin Meyer

    Talvez você não tenha lido, mas provavelmente já ouviu falar sobre o “Netflix Culture Deck”, um documento de pouco mais de 100 slides que explica a cultura corporativa da  hashtag#Netflix .  No livro "A Regra é Não Ter Regras" , Reed Hastings (fundador da Netflix) e Erin Meyer (professora da Insead) detalham o modelo de gestão e a cultura de “Liberdade e Responsabilidade” da empresa que se tornou referência em streaming e roubou o lugar da Blockbuster no coração (e bolso) dos clientes. Algumas regras parecem estranhas para quem está acostumado com a rigidez das políticas de reembolso e bônus por performance. Mas é inegável que, com as pessoas e a cultura certas, são essas “regras” que construíram o sucesso da Netflix.  As 9 etapas são: 1 - Aumente a densidade de talentos: priorize a contratação e retenção dos melhores profissionais do mercado, pagando acima da média. 2 - Promova o candor: incentive o feedback honesto (mesmo quando desconfortável). 3 - Remova os controles: à medida que a equipe amadurece, elimine burocracias como controle e limites de férias ou aprovação de despesas. 4 - Fortaleça a densidade de talentos: pague acima da média de mercado, sem bônus atrelado a performance. 5 - Aumente a transparência: ensine as equipes a lerem o P&L e compartilhe informações financeiras e estratégicas com todos. 6 - Delegue a tomada de decisão: para encorajar a inovação, a a tomada de decisão deve estar em todos os níveis hierárquicos (e aprenda com os erros) 7 - Maximize a densidade de talentos: encoraje os líderes a manterem em seus times apenas as pessoas com a mais alta performance. Líderes que toleram desempenho medíocre afetam toda a organização. 8 - Maximize o candor: crie mecanismos oficiais de feedback e treine os funcionários para que falem abertamente e honestamente uns com os outros 9 - Lidere com contexto, não controle: deixe clara a direção para onde a empresa vai, para que as pessoas possam tomar as melhores decisões. Inspirador? Sem dúvida! E várias empresas tentam copiar esse modelo.  Mas um erro comum é tentar aplicar partes dessas regras ou pular etapas. Por exemplo, sem densidade de talentos, não é possível promover feedbacks honestos. Algumas pessoas - até mesmo (ou principalmente?) líderes - simplesmente não estão preparadas para ouvir.  O sucesso da Netflix está na maturidade para implementar, ouvir, ajustar e aprender continuamente. Link: https://amzn.to/3ZoaQF2

  • Como as Marcas Crescem, Byron Sharp

    "How Brands Grow", de Byron Sharp, é um livro que questiona (com dados, evidências e uma clareza impressionante) todas as nossas "verdades" sobre gestão de marcas.  Algumas das provocações que ele traz: 👀 Crescimento vem de ganho de penetração (mais consumidores), não de lealdade (consumidores fiéis) - é melhor focar em aquisição do que em retenção 👀 Distinção (logo, cores, slogan) fáceis de reconhecer são mais importantes que inovação e diferenciação 👀 Descontos e promoções só reduzem margens, antecipando compras de consumidores que já usam a marca, e não trazem novos consumidores 👀 Comunicação de massa é mais efetiva que marketing segmentado  👀 O uso de emoções genéricas (e com apelo de massa) é mais impactante que valores profundos ou narrativas complexas É para concordar com tudo e mudar toda a sua estratégia? Não.  Mesmo com tantos dados, de diversas categorias e países,  hashtag#marketing  é uma disciplina complexa, com especificidades difíceis de serem generalizadas em "leis universais" como as que Sharp traz no livro.  Ainda assim, sem dúvida, essa é uma leitura obrigatória para profissionais de marketing, que muitas vezes se deixam levar pela nova teoria ou modismo e esquecem de avaliar dados e evidências reais do comportamento da peça mais importante: o consumidor.  Link para compra: https://amzn.to/3ClKXN9 #livros   #branding   #leitura

  • Sem Filtro, Sarah Frier

    Adoro histórias de bastidores sobre startups, da visão dos founders até o produto que acabamos conhecendo (passando por muitas iterações e “perrengues” no meio do caminho). SEM FILTRO, da jornalista Sarah Frier, traz tudo isso - e muito mais. O livro narra a história do Instagram, provavelmente o app que teve maior impacto na sociedade nos últimos dez anos.   O sucesso inicial do Instagram veio da combinação de timing perfeito (ele nasceu quase junto com a popularização de smartphones com câmeras) com a simplicidade do app e o foco constante na experiência do usuário. Tudo isso foi potencializado após a compra (precoce?) pelo Facebook, que possibilitou anos de crescimento sem receita, seguindo a tese de Zuckerberg, de que “a geração de receita deve vir apenas depois que a rede tiver poder de permanência”. A autora então conta os bastidores de como, com o capital para crescer, vieram também os interesses e as pressões políticas e culturais, a falta de autonomia e - eventualmente - a saída dos founders, pouco depois de atingirem o marco de 1 bilhão de usuários.  Mas o ponto mais interessante do livro, sem dúvida, é o impacto do aplicativo na sociedade.  O Instagram desafiou nossos conceitos de mídia e celebridade; criou uma nova economia de influenciadores; redefiniu o que admiramos (e compartilhamos) como estilo de vida; deformou a nossa percepção da realidade, através de filtros e métricas e das pequenas doses de dopamina a cada “like” ou novo seguidor.  “Sem Filtro” é uma leitura obrigatória para quem quer entender a história de uma das redes sociais mais influentes, as complexidades de uma grande aquisição e os impactos sociais que surgem quando tecnologia muda tão profundamente o comportamento da sociedade.  PS: E já que falamos do assunto, me segue lá no @livronomia_.  PS2: Aproveita que o livro está em promoção na Black antecipada da Amazon: https://amzn.to/3CmOAC9

  • Sobre Ter Certeza, Robert A. Burton

    Você tem certeza? Quantas vezes respondemos que sim a essa pergunta - e depois nos surpreendemos por estarmos errados? Afinal, você sabe o que é ter certeza?  No livro “Sobre Ter Certeza”, Robert A. Burton, investiga os processos neurológicos por trás da sensação de certeza, e desafia a nossa crença de que a convicção é necessariamente fruto da razão e da lógica. Segundo o autor, a sensação de certeza é uma emoção, uma sensação gerada pelo cérebro. Ele compara a certeza a outras emoções ou sensações, como fome ou medo — algo que está fora do nosso controle. Burton explica que diferentes regiões cerebrais, como o córtex pré-frontal e o sistema límbico, trabalham em conjunto para gerar a sensação de convicção. Ela vem, assim, de circuitos neurológicos que envolvem “camadas mais profundas” do inconsciente - onde o pensamento não é necessariamente racional e pautado em evidências.    Talvez seja justamente por isso que temos tanta dificuldade em mudar de opinião - ou convencer alguém a mudar de opinião com argumentos puramente racionais em cima de temas polarizastes como política e religião.  A lição do livro (eu acho) é que precisamos nos acostumar com a ideia de que não ter certeza é parte fundamental da condição humana.  Em vez de buscarmos a certeza a qualquer custo, devemos aceitar a complexidade e o questionamento contínuo, entendendo que a certeza também pode ser uma ilusão ou um ponto de vista - e que reconhecer a incerteza pode nos tornar mais empáticos. Com certeza (rs), esse foi o livro mais difícil que li esse ano. Além da linguagem bastante acadêmica, o próprio autor, ao sugerir a sua tese sobre a certeza, afirma não ter certeza se ela está certa… Não vou dizer que não recomendo a leitura - mas (com certeza!) é um livro para quem já estuda neurociências ou tem algum conhecimento mais profundo em psicologia.  Link: https://amzn.to/48hrskv

  • Indistraível, Nir Eyal

    Comecei o Indistraível , de Nir Eyal, esperando um “manual” de dicas de como fugir das distrações que temos o tempo todo disponíveis no celular.  Afinal, o autor escreveu também Hooked , o best-seller que ensina todos os hacks e truques psicológicos para deixar as pessoas mais engajadas - e viciadas - em games e aplicativos. Quem melhor que o autor da receita para dar o antídoto?  De fato, o livro traz dicas práticas de como lidar com os gatilhos externos que interrompem nossa concentração e nos mantém constantemente distraídos. Por exemplo, limitar o tempo de acesso a redes sociais, desativar as notificações e colocar o celular em modo “não perturbe”. Mas o livro surpreende na forma com que trata dos “gatilhos internos” - os sentimentos de tédio, estresse ou ansiedade, que nos fazem querer fugir da realidade e buscar uma distração.  Segundo o autor, o desejo de aliviar o desconforto é a causa de todo comportamento. Nosso cérebro evoluiu para permanecer em estado de constante insatisfação - evitamos o tédio, lembramos mais dos momentos ruins do que dos bons, temos uma tendência a ruminar as experiências passadas e - quando finalmente estamos satisfeitos com alguma coisa - vem a tal “adaptação hedônica” e voltamos aos nosso nível inicial de satisfação.  Essa nossa caraterística, claro, foi responsável pela evolução da nossa espécie - ela nos levava a caçar ou buscar novas formas de sobreviver.    Já hoje, com as nossas necessidades básicas bem atendidas, essa insatisfação nos leva a buscar mais a mais distrações, qualquer coisa que nos tire desse desconforto. A solução do autor? Lidar com as distrações de dentro para fora.  Com técnicas como “terapia de aceitação e compromisso” (ACT, em inglês), aprender a perceber os gatilhos internos, as sensações e emoções, e observar em vez de reagir. E assim, retomar o controle da nossa atenção e de como usamos o nosso tempo.     Talvez o autor coloque responsabilidade demais nas nossas mãos? Talvez. Mas a leitura (desde que com o celular em modo avião) já é um passo na direção certa. Link: https://amzn.to/4fjt8wa

  • Supercomunicadores, Charles Duhigg

    Sabe aquele livro que você não consegue largar até terminar? Comprei Supercommunicators, de Charles Duhigg, com a expectativa bem alta, porque amei “O Poder do Hábito”, do mesmo autor. E não me decepcionei.  O grande diferencial do livro é que ele vai além de outros tantos títulos sobre o assunto, que focam apenas na escuta ativa.  Sim, ele fala que precisamos demonstrar que estamos realmente envolvidos na conversa, acenando com a cabeça, mantendo contato visual, parafraseando, fazendo perguntas abertas (aquelas com respostas que vão além de "sim" ou "não”), e compartilhando nossas próprias experiências e vulnerabilidades. Mas o grande insight do livro está em nos ensinar a entender qual o tipo de conversa que o nosso interlocutor quer ter. O autor separa as conversas em três categorias: CONVERSAS PRÁTICAS: giram em torno da tomada de decisões e resolução de problemas, concentrando-se na logística necessária para alcançar objetivos específicos. CONVERSAS EMOCIONAIS: oferecem um espaço para que as pessoas expressem seus sentimentos e encontrem empatia, aprofundando as conexões pessoais. CONVERSAS SOCIAIS: investigam identidades e relacionamentos, explorando como os indivíduos se veem e interagem com os outros em diferentes cenários sociais. Ao identificar que tipo de conversa o seu interlocutor quer ter, você consegue se adaptar e transformar a conversa - que poderia ter virado uma discussão - em uma conversa significativa: aquela em que nossos cérebros se alinham, sincronizando pensamentos e até mesmo reações fisiológicas, como batimentos cardíacos e padrões respiratórios. Com cases que vão da Netflix até a CIA, o livro oferece um guia passo a passo de como identificar que tipo de conversa está acontecendo, e como transformá-las em conversas de aprendizado - aquelas com real potencial de conectar e transformar.   E o melhor: o autor reforça que a comunicação eficaz não é um dom nato, mas uma habilidade que pode ser desenvolvida por qualquer pessoa. Vale a leitura! Link: https://amzn.to/3BZ7z5z

  • 21 Lições para o Século XXI - Yuval Noah Harari

    Você está pronto para a Inteligência Artificial? Esse é um dos temas centrais abordados por Yuval Noah Harari em 21 Lições para o Século 21. Publicado em 2018, o livro já antecipava a revolução tecnológica que vivemos hoje. É muito comum vermos comparações das transformações atuais com as grandes mudanças do passado, como a pedra lascada ou a Revolução Industrial. A grande diferença é que essas substituíram ou aumentaram nossa habilidade física. O que fazíamos com as mãos, passou a ser feito por instrumentos e máquinas. A revolução que vivemos atualmente é diferente: ela “ameaça” a nossa cognição. O que as máquinas hoje são capazes de fazer é bem parecido com o que - segundo os neurocientistas - o nosso cérebro faz: reconhecer padrões familiares e calcular diferentes probabilidades em uma fração de segundo. E com uma capacidade computacional e de armazenamento exponencialmente crescente. Isso significa que vamos ser substituídos? Que os empregos vão acabar? Que os computadores vão dominar o mundo? Não sei — e Harari também não oferece uma resposta definitiva. Mas ele oferece, sim, uma grande lição: a importância de aprender a pensar criticamente. Não se trata de acumular mais informação — como aquelas que fomos forçados a aprender na escola ou as dezenas de newsletters que assinamos. Trata-se de aprender a pensar: sair das nossas bolhas, distinguir o que realmente importa do que é irrelevante (ou fake!). E também aprender a observar nossa própria mente, compreendendo seus padrões, modelos mentais e vieses. Só assim estaremos realmente prontos para a Inteligência Artificial. Mais do que “lições”, esse livro é um conjunto de ensaios (brilhantes) não só sobre o futuro do trabalho, mas sobre diversos temas nos quais deveríamos pensar, como bioengenharia ou aquecimento global. Vale a leitura! Link: https://amzn.to/4eOnBhs

  • The Female Brain - Louann Brizendine, MD

    Comprei uma fantasia da “Teia-Aranha Branca” (aka Gwen Stacey) para minha filha já faz mais de um ano. Ela usou uma vez, junto com o primo da mesma idade (ele, sempre de Miles Morales). Ela jogou umas teias, e logo pediu para vestir a fantasia da Aurora.  Ser mãe de menina é apaixonante - e apavorante. Quero que ela seja educada e comportada, mas não submissa. Que seja forte, independente, e tenha opiniões próprias - mas não sei o que fazer quando ela se recusa a usar um casaco porque é azul ou só quer usar vestido. Tomo todos os cuidados para não reforçar estereótipos, e ela quer usar mil colares, tudo com brilho e unicórnios e princesas.  Li “The Female Brain”, da neuropsiquiatra Louann Brizendine recentemente, com um certo medo de que ele reforçasse os estereótipos que tanto me incomodam. O livro me surpreendeu, e positivamente. Ela fala sobre como os hormônios determinam o que o nosso cérebro quer fazer - e como eles são diferentes não só entre homens e mulheres, mas também nas diferentes etapas da nossa vida.  Segundo a autora, a primeira grande “injeção” de hormônios no nosso corpo acontece lá pelas 8 semanas do bebê - momento em que se define se o feto será macho ou fêmea. Depois, ao redor dos 2 anos, vem uma segunda - e foi bem nessa idade que esses comportamentos “femininos” começaram a aparecer na minha filha. As outras grandes mudanças hormonais que passamos ao longo da vida - menstruação, gravidez, pós-parto, perimenopausa - também vão mudando a configuração do nosso cérebro, nossos comportamentos, interesses e prioridades.  As mulheres aparentemente têm mais neurônios nas áreas do cérebro ligadas à comunicação (será por isso que minha pequena é tão tagarela?) e são melhores em ler as expressões do outro, interpretar o tom de voz, perceber nuances de sentimentos. Elas reconhecem tristeza nas expressões dos outros 90% das vezes, enquanto os homens apenas 40%. A reação típica do homem ao reagir a uma emoção é evitá-la - a mulher procura outra para conversar.  Mulheres e homens usam áreas diferentes do cérebro para resolver problemas, processar linguagem, experienciar e armazenar as mesmas emoções. Fazemos as mesmas coisas - ou seja, temos a mesma performance - mas usamos circuitos diferentes. A autora reforça, é claro, que os hormônios sozinhos não são os únicos responsáveis pelos nossos comportamentos - vivemos diferentes experiências, temos diferentes interações. Mas - depois de ler o livro e aprender um pouco sobre o assunto - tendo a concordar com ela que ignorar as diferenças entre homens e mulheres e tratar de forma “igual” em uma sociedade paternalista é ainda mais prejudicial à mulher do que aceitar que somos diferentes.  Um cuidado ao ler o livro: alguns estudos citados apenas sugerem algumas coisas (e não confirmam), e muitos são antigos (o livro é de 2006), então muita coisa pode ter mudado no conhecimento sobre os hormônios e o cérebro humano. Se você souber de algo, estou sempre interessada em aprender! Link: https://amzn.to/3UgTKpt #livros

  • Kafka e a Boneca Viajante - Jordi Sierra i Fabra

    Quantas vezes você lê o mesmo livro? Tem uma famosa frase do escritor Jorge Luiz Borges que diz que - como no rio de Heráclito - você nunca lê o mesmo livro duas vezes, porque, na segunda vez, você já é outra pessoa.   Aproveitei o friozinho de ontem para reler “Kafka e a Boneca Viajante” , de Jordi Sierra i Fabra - acho que pela quinta vez. É um livro curtinho, infanto-juvenil, mas que fala com leitores de todas as idades.      A história começa com Kafka (sim, aquele mesmo, da Metamorfose) , já bem doente, em um parque em Berlin. Ele ouve um choro “alto, convulso, repentino” e descobre uma menina, triste por haver perdido a sua boneca.  Para acalmá-la (e sem pensar muito nas consequências), ele inventa uma história: a boneca não estava perdida, estava viajando. E ele, um “carteiro de bonecas”, traria uma carta da boneca para ela no dia seguinte.  Da primeira carta até o final do livro, são várias as aventuras da boneca - e muitas as aflições e alegrias do escritor. Uma obra linda sobre a arte de escrever, o poder das viagens, e a magia da imaginação e da alegria das crianças.  Não se sabe se a história é real. As cartas nunca foram encontradas, mas foi Dora Dymant, companheira de Kafka, que a contou pela primeira vez.  Talvez seja justamente essa mística sobre a veracidade que deixe a história tão linda. Ou talvez seja essa capacidade que a literatura de nos transportar para outros mundos - como a boneca viajante transportava a menina a cada carta.   Hoje, sendo mãe, entendo a importância da boneca para aquela menina - uma beleza que eu não entendia quando li pela primeira vez. Pensando em como será ler com a minha filha quando ela crescer um pouquinho... Link: https://amzn.to/3YeMrA5

  • A História do Airbnb - Leigh Gallagher

    “Eu espero que essa não seja a única ideia na qual você está trabalhando.”  Essa foi uma das frases ouvidas por Brian Chesky, fundador do AirBnb, quando apresentou a um potencial investidor a sua ideia de alugar colchões de ar na casa de estranhos.  A história do Airbnb é uma das mais conhecidas do mundo das startups: os designers que - para conseguir pagar o próprio aluguel - alugaram colchões de ar na sala para quem não conseguiu hotel durante uma conferência de design em San Francisco.  O livro “A história do Airbnb” da jornalista e editora da Fortune Leigh Gallagher, traz uma versão um pouco menos romantizada dessa história.   Leitura obrigatória para qualquer empreendedor, o livro traz diversas lições sobre #iterations, #productmarketfit, #networkeffect e remoção de barreiras  (como ter uma plataforma acessível e fácil de usar, sistema de reviews, gestão completa da experiência - da busca até a reserva e pagamento, incluindo o atendimento ao cliente), além - claro - da importância da construção dos #corevalues da empresa e das “dores do crescimento” (incluindo gestão de crises - e essas não faltam por lá!).  O que mais me chamou atenção no livro, no entanto, não foi a determinação e a coragem dos sócios, nem mesmo a curiosidade insaciável de Brian Chesky (parece que ele também é o “louco dos livros”), sua facilidade para construção de networking e constante busca por mentores.   Tudo isso fez diferença. Mas o fator fundamental no sucesso do Airbnb parece ter sido a complementariedade dos três sócios, Brian Chesky, Joe Gebbia e Nate Blecharczyk. Não só pela combinação dos skills técnicos, mas principalmente porque, nas palavras do próprio Chesky, eles compartilhavam da mesma “ética profissional”. Talvez - ou provavelmente - a questão mais importante na hora de encontrar um co-founder.   O livro é de 2017, então não conta nada sobre a saída de Gebbia da operação do dia-a-dia da empresa (quando virou pai), nem sobre a pandemia (provavelmente um dos momentos mais difíceis da história para a empresa). Tudo bem, estou esperando o sequel aqui.  Link para compra: https://amzn.to/4f6QmFO

  • Como mentir com Estatística - Darrell Huff

    O que você quer provar? Se você - como eu - não era exatamente a melhor aluna de estatística da turma, mas com o tempo aprendeu a entender a importância de uma boa extrapolação ou de um belo gráfico mostrando a correlação… Esse livro é pra você!!! “Como mentir com Estatísticas”, de Darrell Huff, é provavelmente um dos livros de não-ficção mais engraçados que já li na vida.  O livro é de 1954, então é claro que muitos exemplos são antigos. Mas as coisas não mudaram muito, não.  Dos maravilhosos “claims cosméticos” sobre a performance de produtos, até os eternos “nove entre dez dentistas” que recomendam uma determinada marca, essa é uma leitura obrigatória para qualquer um trabalhando em Marketing.  Afinal, se somos todos contadores de histórias, saber que dados mostrar, e como mostrar, pode ser o segredo para conseguir aprovar um projeto ou ganhar uma discussão! Brincadeiras à parte, o livro traz os principais conceitos de estatística explicados de forma simples e direta, e com exemplos divertidos de como dados podem ser distorcidos para provar um ponto.  Leitura fundamental para quem não quer ser enganado por gráficos e números “torturados” - ou precisa sempre começar uma apresentação perguntando para o chefe “O que você quer provar?”! Link Amazon: https://amzn.to/4hf4QFB

  • The Science of Storytelling - Will Storr

    Porque gostamos tanto de histórias? Do seriado no streaming à fofoca do corredor, da amizade entre atletas olímpicas rivais até aquele livro que não largamos nem com as notificações do celular… Somos absorvidos e nos envolvemos emocionalmente com pessoas que não conhecemos ou personagens que só existem na imaginação dos autores…  Recentemente, li "The Science of Storytelling”, do Will Storr, e encontrei algumas respostas - e que unem duas das minhas paixões: storytelling e neurociência. A ideia que o livro traz é que o cérebro humano é naturalmente atraído por histórias que mostram como “personagens imperfeitos reagem e se adaptam a mudanças inesperadas”.  Uma boa história começa com uma mudança. Algo que vai impactar diretamente no personagem principal, aquele que - sendo imperfeito - tem crenças cheias de falhas sobre como controlar seu ambiente e alcançar seus objetivos. Ao longo da narrativa, diversos obstáculos desafiam essas crenças (e as nossas próprias!) e nos fazem questionar quem o personagem realmente é em sua essência (e quem somos também?). O autor destaca ainda diversas técnicas de storytelling, como lacunas de informação, a linguagem poética rica em metáforas, e temas de mudança de status - elementos que estimulam ainda mais o nosso cérebro, mantendo-nos envolvidos e ansiosos para descobrir o que vem a seguir. Sem dúvida, um livro obrigatório para quem pretende um dia escrever um livro. Mas também muito válida para quem, como eu, é fascinado por histórias e pelo cérebro humano. Link Amazon: https://amzn.to/3YrEIjo

©2024 por Fernanda M Schmid

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