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- Morra Sem Nada, Bill Perkins
"Morra Sem Nada" parte de uma ideia provocadora: você está acumulando dinheiro para uma vida que talvez nunca viva. Vou tentar resumir: O autor, Bill Perkins, argumenta que três fatores determinam nossa capacidade de aproveitar a chamada "energia vital": saúde, tempo livre e dinheiro. E que o problema é que raramente os três coexistem. Quando somos jovens, temos saúde e tempo, mas não dinheiro. Quando chegamos à meia-idade, temos dinheiro e alguma saúde, mas não temos tempo pra nada. Aí vem a velhice, o dinheiro está lá na conta, sobra tempo... mas a saúde já não dá conta. A lógica, portanto, seria aproveitar cada fase com o que ela tem a oferecer, gastando enquanto você tem saúde e tempo, em vez de guardar tudo para um futuro em que talvez você não consiga tirar proveito do que juntou. Tem coisas no livro que eu concordo e vivo há tempos. A ideia de investir em experiências, por exemplo (sou daquelas que reserva a próxima passagem aérea antes de terminar a viagem atual). Perkins deu até um nome pra isso: "dividendo de lembranças", a ideia de que boas memórias rendem juros ao longo da vida inteira. Também faz muito sentido a sugestão de passar parte da herança em vida para os filhos, numa fase em que eles realmente precisam e podem usar o dinheiro, em vez de esperar que eles herdem aos 60 anos. Por fim, gastar em coisas que economizam tempo. Não podia concordar mais! Se você pode terceirizar a limpeza da casa e usar esse tempo pra outra coisa (tipo ler um livro!), compra logo a lava-louças, mesmo que precise de uma pequena obra na cozinha! Se o livro te interessou, vale ler - mas com cautela. O livro exagera em alguns pontos que me incomodaram. A matemática de Perkins sugere que você calcule a idade da sua morte, e parte do pressuposto de que, na velhice, você vai precisar de menos dinheiro porque não vai mais conseguir aproveitar viagens e passeios da mesma forma. Essa lógica ignora completamente que uma velhice confortável custa caro (acho até que muito mais caro do que algumas férias e passagens aéreas). Vi de perto quanto meus avós demandaram de cuidados de saúde, estrutura de moradia, suporte de qualidade. Meu avô, antes de falecer, ainda muito lúcido mas com o corpo bem delimitado, um dia falou que "calculou errado a data da morte". Começaram a gastar como se fossem viver até os 75-80 anos. E viveram até mais de 90, precisando de ajuda financeira da família por mais de uma década. Guardar mais do que o mínimo necessário nesse "atingir meta" da expectativa de vida pode ser exatamente o que garante dignidade e autonomia em fases mais vulneráveis da vida. Enfim... Não é um manual para seguir à risca, mas é um bom choque de realidade para quem está adiando a vida em nome de um futuro hipotético. Se você vive no modo "quando eu me aposentar" ou "quando eu quitar a casa", talvez valha a pena ler. No fim, a pergunta que fica é boa: o que você está esperando para viver agora? Link: https://amzn.to/4dFyW52
- OFF THE SCALES — The Inside Story of Ozempic and the Race to Cure Obesity, Aimee Donnellan
“Off the Scales - a história por trás do Ozempic e da corrida para curar a obesidade”, da jornalista Aimee Donnellan, é um dos melhores livros de não-ficção que eu li - não só esse ano, mas nos últimos tempos. (pausa para um PS aqui — nada como um bom jornalista escrevendo, né?). Apesar da fama ter acontecido nos últimos anos, a história do Ozempic começa lá em 1980, em dois continentes opostos: na Universidade de Copenhagen e em um hospital no Massachusetts, onde pesquisadores identificaram um hormônio intestinal com as propriedades certas para controlar os níveis de açúcar no sangue. O livro conta toda a saga dos cientistas que desenvolveram a molécula e depois o medicamento, e toda a transformação na sociedade que veio junto. O tratamento é tão eficaz que já está mudando setores inteiros, da saúde ao fast food à moda, e rapidamente tornou sua criadora, a dinamarquesa Novo Nordisk, a empresa mais valiosa da Europa. Além dos bastidores científicos, a autora explora as mudanças na sociedade ao longos dos últimos 50 anos. Enquanto a indústria de ultraprocessados foi educando os consumidores a comerem de forma mais “prática”, com lasanhas de microondas e drive-thrus com combos cada vez maiores, mas também muito menos saudável, a indústria da beleza foi educando os consumidores (em especial, as mulheres) que “beleza” é sinônimo de “magreza”. O livro é incrível, então não vou nem pensar em resumir aqui. É pra ler mesmo, pra (re)pensar a nossa sociedade e as nossas indústrias. Mas preciso destacar o papel de três mulheres nessa história toda: Svetlana Mojsov: PhD macedônia, bioquímica, foi a primeira pessoa a identificar a forma biologicamente ativa do GLP-1 e a sintetizá-lo em laboratório (em termos bem leigos aqui). Ela precisou entrar numa batalha judicial de dez anos para ser reconhecida na patente. DEZ ANOS. Lotte Bjerre Knudsen: cientista do interior da Dinamarca que, trabalhando na Novo Nordisk, dedicou uma década (e diversas tentativas frustradas) ao desenvolvimento do que viria a se tornar o Ozempic, o medicamento mais famoso do mundo. O que pouca gente sabe: ela assumiu a liderança do projeto assim que voltou da licença-maternidade. Silvia Lagnado: a brasileira por trás da campanha Real Beleza, que aprovou, numa sala cheia de homens, a campanha que mudaria a forma como a indústria da beleza se comunica. Esse movimento impactou positivamente a saúde mental de milhões de meninas que cresceram depois de 2010 (diferente da minha geração, que cresceu achando que precisava ser magra como as modelos nas passarelas e achava normal ter bulimia ou anorexia). O que essas três têm em comum? Eram, muitas vezes, as poucas mulheres na sala. Frequentemente tomadas por sentimentos de inferioridade e insegurança. Mas também: trabalho duro, obstinação, curiosidade, e a coragem de desafiar e mudar a sociedade. Terminando com mais um PS aqui: nada como uma boa jornalista MULHER pra saber trazer as nuances que desaparecem em tantas narrativas que ouvimos por aí. Link: https://amzn.to/4eJP4DE
- Making Motherhood Work, Caitlyn Collins
De tudo que li no ano passado, “Making Motherhood Work” foi, sem dúvida, o meu livro favorito. Cheguei até ele pela minha tese do mestrado, que tratou da identidade profissional da mulher após a maternidade, mas ele me marcou muito além da academia. A pesquisadora americana Caitlyn Collins reuniu, através de entrevistas profundas e reveladoras, histórias de mulheres em quatro países desenvolvidos: Estados Unidos, Suécia, Alemanha e Itália. O fio condutor do livro é o impacto das políticas públicas, leis e a cultura de cada lugar no espaço que a mulher ocupa no mercado de trabalho depois que se torna mãe. O contraste entre os países é gritante. No extremo mais igualitário está a Suécia, provavelmente a sociedade que mais avançou nessa direção. Por lá, a licença parental pode ser dividida entre os pais, e os pais de fato a tiram e dividem as tarefas desde os primeiros meses de vida da criança. É claro que o pai não engravida nem amamenta. Mas essa participação precoce cria um vínculo e uma responsabilidade que se mantém ao longo do tempo. Nas entrevistas, as mulheres suecas riam da pesquisadora quando ouviam a expressão "mães que trabalham", porque a ideia de que uma mãe não trabalhe é completamente alienígena para elas. Não havia culpa nem tensão entre os papéis. Por lá, governo garante escola pública de período integral, e as empresas permitem e normalizam que os pais terminem o expediente às quatro da tarde para buscar (e ficar com) os filhos. No extremo oposto está os Estados Unidos, onde não existe sequer uma lei federal que garanta a licença-maternidade. A cena que se repete nas entrevistas é a de mulheres exaustas, trocando de emprego ou abandonando a força de trabalho completamente, criando soluções individuais para uma questão que é coletiva e estrutural. O nível de felicidade dos pais americanos, comparado ao de casais sem filhos, é o pior do mundo ocidental. A sensação permanente das mulheres é a de estar fazendo tudo abaixo da média. Pra piorar, tem ainda a pressão cultural de movimentos como o Lean In, que cobram que as mulheres peçam mais responsabilidades e conquistem mais espaço no trabalho. O livro traz ainda histórias da Alemanha, onde existe até hoje um contraste cultural marcante entre as antigas Alemanha Ocidental e Oriental, e da Itália, o caso que mais se aproxima do Brasil, tanto em termos de legislação quanto de dinâmica cultural: são as avós e as funcionárias domésticas que assumem as funções em casa para que as mães possam trabalhar. Mas a responsabilidade sobre a casa e os filhos ainda é da mulher. Recomendo esse livro para qualquer pessoa que queira entender, com dados e histórias reais, como as legislações e as políticas públicas têm um impacto direto e concreto na viabilidade da presença da mulher no mercado de trabalho. Como mãe de duas meninas, tendo passado (e ainda passando!) por muitas dificuldades para gerenciar os dois lados, foi uma leitura que me marcou muito - e muito além da minha tese. Link: https://amzn.to/4u5JW16
- Joy on demand, Chade-Meng Tan
Onde você encontra a felicidade? No fim de um projeto importante? Quando a agenda finalmente desafoga? Quando chega o reconhecimento, a promoção, a sensação de “consegui”, de “ganhei”? Li ano passado “Joy on Demand” (algo como “Alegria sob Demanda”), do Chade-Meng Tan, o engenheiro do Google que criou um curso de meditação e um Instituto para difundir a prática. Fiquei pensando em como a gente costuma tratar a felicidade como uma meta, um ponto de chegada, algo que ainda vai acontecer. Tipo um prêmio por ter aguentado o suficiente. O livro propõe outra coisa, bem menos confortável: a ideia de que a alegria não aparece quando a vida resolve colaborar, mas quando treinamos a forma como nos relacionamos com o que acontece dentro da nossa mente, no meio do dia, no meio do trabalho, no meio da bagunça. Não que a gente tenha que ficar sempre sorrindo, “gratiluzando” a vida. Acho até bem saudável a gente sentir o casaço, a frustração, a tristeza, e todas as outras milhares de emoções que tomam conta da gente ao longo dos dias. Mas gosto de como ele fala dessa ideia de que precisamos também aprender a perceber os nossos processos mentais “automáticos”, o quanto vivemos na tal esteira hedônica, buscando mais, sem apreciar o presente, o que já conquistamos e - talvez o mais importante: o processo. Acho que por isso que o nome do meu podcast Felicidade dá Trabalho gera sempre tanta identificação e curiosidade. Essa ideia de que a felicidade exige atenção, repetição, e esforço consciente, e que está muito mais na minha mão do que eu poderia imaginar, faz cada vez mais sentido pra mim. PS: Pra quem gosta de fofoca, fica a dica de ir buscar os motivos pelos quais o autor foi afastado do cargo no instituto que ele mesmo fundou. Não encontrei muita coisa, além de uma carta (muito bem escrita, por sinal), assumindo e pedindo desculpas pelos “comportamentos” do passado. 👀 Link: https://amzn.to/4uVgTOX
- O mesmo de sempre, Morgan Housel
Expectativa zero, decepção zero. Não sei onde ou quando ouvi essa frase pela primeira vez (talvez há uns 20 anos?), mas ela ficou comigo, e volta e meia me deparo com alguma versão dela. Dessa vez foi no livro "O mesmo de sempre", do Morgan Housel (aquele que mesmo que escreveu "A Psicologia Financeira"). Uma das 23 "coisas que nunca mudam", segundo o autor, é que a primeira regra da felicidade é baixar as expectativas. Falamos sempre disso no podcast @felicidadedatrabalho . Não dá pra ser mais feliz se nos comparamos sempre com os outros (ou com a versão instagramável da vida dos outros), ou se ajustamos as nossas metas sempre pra cima. Nossa felicidade e satisfação com a vida dependem do que temos de expectativa sobre como esperamos que as coisas sejam, e da nossa percepção sobre a felicidade ou do sucesso da pessoa ao lado. Housel apresenta no livro uma fórmula simples: no numerador (a parte de cima da fórmula, pra quem cabulou essa aula de matemática), o que você tem; no denominador (a parte de baixo): o que você quer ter. Quanto mais você aumenta "o que você quer ter", mais difícil vai ser você ser feliz. Mas se você consegue manter esse denominador constante, e reconhece tudo de bom que você já tem, maior a chance de você ser feliz e satisfeito com a vida. Não estou falando (sem o autor do livro fala) pra você não ter ambição ou se contentar com qualquer coisa, mas sim sobre você ter consciência do que você de fato está buscando, e apreciar o que você já tem. E já que o post é sobre expectativas, vou confessar que gostei, mas me decepcionei um pouco com esse livro. A culpa é do autor que deixou as minhas expectativas lá em cima com o livro anterior. Alguém mais leu? Me conta o que achou! Link: https://amzn.to/47j67YK
- O livro da esperança, Jane Goodall e Douglas Abrams
Jane Goodall é provavelmente a primatóloga e naturalista mais reconhecida que já existiu. Ela ficou famosa depois de, nos anos 60, ao estudar chimpanzés na Tanzânia, perceber que eles criam e usam ferramentas, algo que até então era entendido como uma capacidade exclusiva da espécie humana. A partir daí, ela acabou se tornando também uma das maiores vozes globais pela proteção da vida selvagem. Em O Livro da Esperança , Jane conta um pouco da sua trajetória em uma espécie de diálogo-entrevista com Douglas Abrams. O tema central do livro é a esperança - ou como, mesmo diante de tudo o que temos visto acontecer no planeta (guerras, ataques terroristas, crise climática, pandemia), ela conseguia continuar esperançosa. Gostei muito da forma como Jane distingue fé e esperança. Fé, para ela, é a crença de que tudo vai dar certo, muitas vezes atribuída a alguma força maior que rege o Universo. Esperança, por outro lado, depende de ação, de engajamento contínuo e da disposição de assumir responsabilidade. É isso que torna possível continuar tentando, mesmo em meio a tantas adversidades. E quais eram, afinal, os motivos dela? A confiança no intelecto humano, a resiliência da natureza, o poder transformador dos jovens e a ideia de um espírito humano indomável. Vou deixar os detalhes pra vocês descobrirem no livro. Jane Goodall faleceu em 2025, aos 91 anos. Link: https://amzn.to/4bTb11z
- Sofrimento não é doença, Daniel Martins de Barros
Lembra da dificuldade que era a internet discada? E de quando tínhamos que esperar a mãe sair do telefone pra poder ligar pra uma amiga - e ainda lembrar do número da casa da pessoa? Hoje está tudo muito mais fácil. Mas quanto mais o mundo fica “acolchoado” (eu mesma não sei um telefone de cór), menos a gente aguenta qualquer incômodo. É claro que existe gente sofrendo de verdade, e que merecem ser tratadas. Mas hoje, qualquer tristeza vira “depressão”, o esgotamento vira “burnout”, um pouco de distração já vira “TDAH”. Termos sérios, que deveriam abrir portas para cuidado, acabam virando papo de bar e legenda de selfie. No livro Sofrimento não é doença , o psiquiatra e professor da USP, Daniel Martins de Barros, fala sobre essa diferença entre sofrimento e doença - e sobre como estamos cada vez menos tolerantes à frustração. Pra piorar, nossa expectativa está cada vez mais alta. Já falei disso em diversos episódios do podcast “Felicidade dá Trabalho”: entre redes sociais, comparação, produtivismo, culto à alta performance, não é muito difícil a realidade ficar muito abaixo das expectativas. E aí vem mais sofrimento. No fim, entre a baixa tolerância ao incômodo e expectativas cada vez mais irreais, perdemos a noção do que realmente precisa de medicina, e do que é só parte normal da vida - e pode ser resolvido com uma conversa, um abraço ou até mesmo uns respiros bem profundos. Link: https://amzn.to/3NFUiVw
- Seja mais feliz, aconteça o que acontecer, Tal Ben-Shahar
“Há apenas dois tipos de pessoas que não vivenciam emoções dolorosas como tristeza, raiva, frustração, inveja ou ansiedade: os psicopatas e os mortos.” A frase é do livro "Seja mais feliz, aconteça o que acontecer", do Tal Ben-Shahar, professor de Harvard e um dos pioneiros da Psicologia Positiva. Quando falo que estudo e tenho um podcast sobre felicidade, muita gente ainda associa o tema à positividade tóxica — aquele otimismo de posts do Insta, ou de quem está “encerrando um ciclo” no LinkedIn. Mas a verdade é que felicidade não é sobre estar sempre bem. É sobre estar inteiro, mesmo quando você não está bem. E, para estar inteiro, Tal propõe um caminho em cinco dimensões, que ele resume no acrônimo SPIRE: (S) Espiritual: viver com atenção plena e propósito. (P) Físico: cuidar do corpo, com movimento e descanso. (I) Intelectual: exercitar a mente, aprender, ler, criar. (R) Relacional: nutrir conexões que nos nutrem — e também apreciar a própria companhia. (E) Emocional: permitir-se sentir tudo, inclusive as emoções mais dolorosas. E se esse é o caminho, o primeiro passo sem dúvida é se permitir sentir não só felicidade, mas todo o spectrum de emoções humanas. E lembrar que estar triste - ou nervoso, ou ansioso - não é um sinal de fraqueza, mas sim um lembrete de que estamos vivos (e não somos psicopatas!!!). PS: Esse é um dos livros que mais recomendo pra quem me pergunta por onde começar a conhecer mais sobre Psicologia Positiva. Tem excelentes referências científicas, mas é uma leitura leve e divertida. Quem gostou do keynote dele no Mind Summit, vai adorar! Link: https://amzn.to/4oysUqc
- A Ciência da Felicidade, Sonja Lyubomirsky
É possível ser mais feliz? A ciência diz que sim — e The How of Happiness (em português, "A Ciência da Felicidade"), de Sonja Lyubomirsky, mostra exatamente como. Baseado em anos de pesquisa com milhares de pessoas, o livro revela que 40% da nossa felicidade depende das nossas atitudes e escolhas diárias — ou seja, está em nosso poder mudar a forma como pensamos e agimos. Entre tantos livros sobre Psicologia Positiva, este se destaca por ser o mais prático e direto: perfeito para quem quer saber o que fazer para ser mais feliz, sem precisar se aprofundar demais na ciência por trás. Lyubomirsky apresenta 12 atividades cientificamente comprovadas para aumentar a felicidade: 1 - Praticar gratidão 2 - Cultivar otimismo 3 - Evitar comparações sociais 4 - Ser gentil e ajudar os outros 5 - Nutrir relacionamentos positivos 6 - Desenvolver estratégias para lidar com o estresse 7 - Aprender a perdoar 8 - Aumentar o “flow” (engajamento total) 9 - Saborear os momentos de alegria 10 - Estabelecer e se comprometer com metas 11 - Praticar espiritualidade 12 - Cuidar do corpo e da mente, através de atividade física e meditação Muitas das dicas que ela traz a gente já falou sobre, lá na primeira temporada do podcast Felicidade dá Trabalho! Não preciso nem dizer que os meus preferidos são o 10 e o 12, né? Mas gostei de ver formas de aplicar algumas outras, que para mim são mais difíceis (tipo... melhor não falar!). The How of Happiness é leitura essencial para quem quer parar de buscar fórmulas mágicas e começar a aplicar o que a ciência já sabe sobre ser feliz. O link do livro está em inglês, porque a edição em português parece estar esgotada! https://amzn.to/4n0x3RS #Felicidade #PsicologiaPositiva #BemEstar #Autoconhecimento #SonjaLyubomirsky #FelicidadeDaTrabalho
- Florescer, Martin Seligman
Tradicionalmente, o objetivo da psicologia é aliviar o sofrimento humano. Já o propósito do movimento da Psicologia Positiva , liderado por Martin Seligman, é diferente: elevar o padrão da condição humana . Não se trata apenas de curar a dor, mas de construir uma vida que vale a pena ser vivida. Em Florescer , o bem-estar ocupa o centro do palco. A felicidade (ou Emoção Positiva) passa a ser apenas um dos cinco pilares da Psicologia Positiva — junto com engajamento, relacionamentos, propósito e realização . É o modelo PERMA , base para uma vida de realização profunda (quem acompanha o meu podcast Felicidade dá Trabalho com certeza já ouviu bastante a respeito). Florescer é um livro bastante acadêmico , repleto de referências científicas e relatos de estudos que conectam a Psicologia Positiva a resultados concretos. Um dos mais marcantes é a relação entre otimismo e redução do risco cardiovascular : pesquisas apontam que pessoas otimistas tendem a cuidar mais da saúde, ter redes de apoio mais fortes e reagir melhor ao estresse, evitando picos de cortisol — fatores que podem ajudar a proteger o coração. Se a relação é causal ou só correlacional, não sei - por via das dúvidas, melhor ser otimista. Seligman também fala também no livro sobre o MAPP – Master of Applied Positive Psychology , programa de mestrado em Psicologia Positiva Aplicada da UPenn, que já entrou para a minha wishlist. Só falta conseguir ir até Philadelphia uma vez por mês 🛫. #PsicologiaPositiva #PERMA #Flourish #BemEstar #dicadeleitura
- The Broken Rung, Ellingrud, Yee & Martínez
A culpa não é (só) do teto de vidro. Quando falamos da presença de mulheres no mercado de trabalho, quase sempre pensamos no teto de vidro — a barreira invisível que impede a chegada ao topo. Mas pouco se fala do “degrau quebrado” ( The Broken Rung ), conceito que dá título ao livro de Kweilin Ellingrud, Lareina Yee e María del Mar Martínez, da McKinsey. Esse degrau é a primeira promoção a um cargo gerencial. Para cada 100 homens promovidos, apenas 81 mulheres são promovidas. É nesse primeiro passo da carreira que muitas já começam a ficar para trás. Sem a promoção, elas deixam de acumular o chamado “capital de experiência” - as habilidades, aprendizados e sabedoria que se desenvolvem no trabalho. O resultado é um atraso que se acumula ao longo da carreira. Os motivos? Critérios de promoção pouco transparentes, menor visibilidade em projetos estratégicos e estereótipos que penalizam quem não se encaixa no modelo “ideal” (que inclui ser competente, mas também “agradável”). A maternidade intensifica esse desafio porque ainda é vista por muitos como um “desvio” da trajetória profissional. Mulheres enfrentam o chamado motherhood penalty (" penalidade materna "): salários menores, menor chance de promoção e a percepção de que estão menos disponíveis ou comprometidas. Além disso, períodos de licença e a necessidade de conciliar múltiplos papéis reduzem a visibilidade e as oportunidades de assumir projetos estratégicos — justamente aqueles que acumulam o tão necessário capital de experiências. É claro que políticas públicas e iniciativas das empresas podem ajudar a resolver essa questão. Mas como não dá pra esperar, as autoras deixam uma série de dicas para as mulheres, como escolher empresas que invistam em desenvolvimento; buscar sponsors (não apenas mentores); e garantir que seu trabalho e seus resultados sejam visíveis, falando sobre o que você está fazendo e se posicionando nas reuniões. Recomendo a leitura, tanto para quem está buscando aquela primeira promoção, quanto para líderes que podem começar a enxergar esse degrau quebrado - e tomar as ações necessárias para consertá-lo. Link para comprar: https://amzn.to/47WdVAN
- Coisa de Rico, Michel Alcoforado
O que realmente significa ser rico no Brasil — e por que esse livro está repercutindo tanto? Depois de muita expectativa, finalmente chegou em casa o novo livro do Michel Alcoforado , “Coisa de Rico”. Parei tudo e devorei o livro, óbvio. O livro mostra, com humor e um olhar antropológico beeeeeem afiado, que “ser rico” no Brasil nunca é só sobre ter dinheiro. É sobre códigos sociais, pertencimento e, principalmente, comparação: sim, sempre existe alguém mais rico do que você. Pra mim, o melhor do livro é a forma como Michel conta como “se infiltrou” no mundo dos ricos, e como finalmente foi aceito ao ser nomeado o “antropólogo do luxo”. Ah, e enxergar, nos personagens descritos, nossos amigos, colegas, vizinhos e - como não assumir - até mesmo comportamentos meus?! Acho que é bem daí que vem o sucesso do livro. Michel escancara os códigos das elites, e ao nos enxergarmos nas histórias, ganhamos consciência - e queremos saber mais… Recomendo muito a leitura!!! PS: Diversos momentos do livro me lembraram da série The Gilded Age, e do escândalo gerado por Society as I Have Found It, de Ward McAllister. A série mostra a elite de NY se reinventando, com o dinheiro mudando de mãos, e os desafios dos novos-ricos para pertencer. Recomendo também!!! Link: https://amzn.to/4lQB9LW #coisaderico #livros #dicadeleitura











