top of page

113 resultados encontrados com uma busca vazia

  • A Biblioteca da Meia-Noite - Matt Haig

    Onde havia livros, havia sempre a tentação de abri-los. Estava namorando esse livro há meses. Adoro histórias que acontecem em bibliotecas, e achei a ideia de que entre a vida e a morte existe uma biblioteca uma coisa simultaneamente fascinante e assustadora. Comprei, li em dois dias, e não me decepcionei. É verdade que a história de universos paralelos vem se repetindo em todo tipo de ficção recentemente. Mas aqui, o efeito borboleta é recheado de citações de Sartre, Thoreau e Schopenhauer, e referências que vão do xadrez ao gato de Schrödinger ou à termodinâmica. E não, você não precisa conhecer nada e nem mesmo se interessar por esses assuntos pra se divertir com a história. Basta estar aberto a refletir: você teria feito algo de diferente, se houvesse a chance de desfazer tudo de que se arrepende? Link: https://amzn.to/3UuLF18

  • Marketing 5.0 - Philip Kotler

    Resolvi ler esse livro quando percebi que, nas minhas leituras do ano passado, não tinha quase nada de Marketing. Refletindo no porquê, percebi que: 1 - Em 2023, escolhi ler mais ficção, de clássicos a best-sellers. A ficção te transporta para outros universos, ajuda a desconectar e inspira a criatividade. 2 - Li mais livros sobre o comportamento e a mente humanas. É algo que me fascina, e sai um pouco do assunto do meu dia-a-dia. 3 - Tenho lido livros de negócios escritos por founders ou executivos. Não existe nada como aprender com quem já passou por determinadas experiências (ainda que muitos romantizem tudo - mas isso é assunto para outro post). Enfim, resolvi ler um livro de Marketing e escolhi Kotler por ser um dos maiores nomes acadêmicos do Marketing. Fiquei decepcionada. Não vou dizer que o livro é ruim. Ele aborda, com uma boa base teórica, diversos aspectos da aplicação de tecnologias no Marketing - do uso de dados e marketing preditivo, até as organizações ágeis e o uso de inteligência artificial. É um livro excelente para quem não trabalha na área, mas precisa de um nível mínimo de conhecimento sobre o assunto. A questão é que - mesmo pensando no contexto de 2021, quando foi publicado - o livro não traz grandes novidades. Não culpo Kotler por isso - com a velocidade que a tecnologia tem evoluído, não sei se é possível um livro físico que pretende abordar tantos tópicos não acabar datado. Talvez a melhor forma de me manter atualizada em Marketing seja mesmo com podcasts, newsletters e artigos de grandes publicações estrangeiras. De qualquer forma, aceito dicas de livros de Marketing que talvez sejam mais atemporais! Link: https://amzn.to/4dbBwxs

  • Canção para Ninar Menino Grande - Conceição Evaristo

    Ontem foi o Dia do Leitor, então minha recomendação de hoje é um presente para todos que amam ler ficção: “Canção para Ninar Menino Grande”, da escritora mineira Conceição Evaristo. O livro conta a história do menino negro que não pôde ser o príncipe no teatro da escola - ou melhor, a história das mulheres para quem ele foi príncipe depois. Não vou contar mais para não dar spoiler, mas para dar um gostinho do que é a poesia da prosa de Conceição Evaristo, reproduzi aqui uma frase logo do primeiro capítulo. “Se contar o acontecido já é uma traição com o vivido, pois, muitas vezes, se trata de uma reconstrução malfeita das lembranças, recontar o que ouvimos pode ser uma dupla traição.” Se você gostou de “Tudo é Rio” ou “O Avesso da Pele”, pode colocar esse livro na lista obrigatória de leituras para esse ano. É um livro desses que vale ler e reler e reler… Link: https://amzn.to/49T2K9x

  • Flow - Mihaly Csikszentmihalyi

    Qual o melhor livro de liderança que você já leu? Para mim, é esse: FLOW, de Mihaly Csikszentmihalyi. Talvez não seja o primeiro que vem na cabeça da maioria das pessoas. Afinal, esse é um livro de psicologia - talvez até autoajuda? - que traz conceitos até de filosofia, mindfulness e Yoga. Porque então é esse o livro que recomendo? Flow é aquele estado em que a pessoa entra quando está totalmente imersa numa atividade, atrás de um objetivo claro, e com uma motivação intrínseca de atingir aquele objetivo. Não é isso que, como líderes, queremos dos nossos times? Nosso desafio como líder é justamente conseguir levar nossas equipes a esse estágio. Para isso, o segredo está em dar para as pessoas atividades que equilibrem o tamanho do desafio com habilidade ou capacidade de cada pessoa. Nada tão impossível que leve a pessoa ao desespero, nem tão fácil que a deixe entediada, e - óbvio - com um objetivo claro e feedbacks regulares. Esse desafio pode ir crescendo, conforme a pessoa vai entregando, sempre com esse cuidado de não esticar demais, mas dando a segurança de que a pessoa pode, sim, ir além. Deve ter mais umas 50 lições no livro - sobre autoconhecimento, sobre a importância de ter um hobby, sobre o uso do método científico para explorar e formar opiniões sobre assuntos que você não domina. Meu livro está todo rabiscado, e volta e meia acabo relendo algum trecho. Para ser líder a gente precisa se conhecer bem também, né? Link: https://amzn.to/4aPZflj

  • Good to Great - Jim Collins

    Porque algumas empresas atingem o sucesso e outras ficam para trás? Essa é a pergunta que Jim Collins busca responder no livro Good to Great (De Bom a Excelente), publicado em 2011. O autor usou como base o valor das ações de cerca de 30 empresas ao longo de 15 anos, analisando a diferença entre as que tiveram sucesso e as que ficaram em linha ou abaixo do mercado. A principal diferença entre elas? Consistência. Para dar o salto de “Bom” a “Excelente”, uma empresa precisa das pessoas certas, do uso da tecnologia como acelerador, e de uma cultura de auto-disciplina para buscar um objetivo claro e consistente. Enquanto algumas empresas ficaram no que o autor chama de “Doom Loop” (algo como “ciclo de destruição” numa tradução livre minha), mudando constantemente de direção, outras conseguiram aplicar o conceito de “flywheel”: pequenos avanços em uma mesma direção, até conseguir tração e velocidade para um “breakthrough”. Assim, o que parece um sucesso “repentino” é na verdade resultado da persistência e da construção de momentum, que só acontece onde há disciplina. Inclusive, nas entrevistas realizadas pelo autor nas empresas de sucesso, se repetem sempre as mesmas palavras: disciplinado, rigoroso, determinado, preciso, metódico, consistente, focado, entre outras. Mais de 20 anos depois da publicação do livro, vemos na lista de grandes empresas no topo das mais valiosas do mundo outro grupo de empresas. Saíram as grandes corporações de bem de consumo, alguns bancos e farmacêuticas, e entraram os gigantes da tecnologia. Será que alguma coisa mudou? Provavelmente, do ponto de vista puramente de produto, o papel da tecnologia. Mas do ponto de vista de cultura - pelo menos com base nas entrevistas dos líderes dessas empresas - consistência na implementação de suas estratégias ainda parece ser o que essas empresas têm de maior valor. Bem que podia sair logo o “Good to Great” versão 2024. Link: https://amzn.to/44cDYQc

  • Dedique-se de Coração - Howard Schultz

    Não tomo café, então sofro um pouquinho toda vez que o local escolhido para um bate-papo é um Starbucks 😐. Mas como marketeira apaixonada por empreendedorismo e varejo, sou fã da marca e do founder, Howard Schultz. Esse foi o primeiro livro dele, de 1997. São tantas lições, que não sei se consegui capturar todas - mas tentei pelo menos deixar mais ou menos organizadas aqui: Três lições de #marketing : 1 - Valores: Toda empresa precisa defender algo. No caso da #starbucks, é a qualidade que dá sabor aos grãos bem torrados. 2 - Inovação: “Não se dá ao cliente simplesmente o que eles pedem.” Você pode inovar e ensinar os consumidores a consumirem um novo produto. 3 - Centrado no Cliente: “Contanto que seja mal, legal e ético, devemos fazer o que for preciso para agradar o cliente”. Três lições de #empreendedorismo: 1 - Sair da zona de conforto: pra empreender, é preciso arriscar. Mesmo quando vida parecer perfeita, você precisa correr riscos e saltar para o nível seguinte ou então entrará em um processo e acomodação, sem a menos perceber. E se deixar o tempo passar, o momento certo terá passado. 2 - Resiliência e Otimismo: vão haver momentos em que você vai chegar perto de existir. Precisa de casca grossa e muito otimismo para tentar de novo. 3 - Investidores resistentes: se houver pressão para lucro no curto prazo, a empresa não vai crescer como poderia. Um “edifício de cem andares precisa de um forte alicerce” - e isso custa tempo e dinheiro. Três lições de #liderança: 1 - Construa uma organização na qual os funcionários deixam o egos de lado de fora da porta. Não precisa nem comentar... 2 - Contrate pessoas com mais experiência que você, e que não tenham medo de discordar de você. 3 - Confie na sua percepção mais instintiva em relação a pessoas - integridade e paixão valem tanto quanto experiências ou habilidade. Às vezes a falta de experiência é exatamente o que torna uma pessoa o candidato ideal. É mais provável obter resultados inovadores com que está fora do contexto. Schultz deixou e voltou para a liderança da empresa depois desse livro, e até já escreveu outros livros - sobre o que vem depois que uma empresa chega à maturidade. Quando eu ler, eu conto mais. Link: https://amzn.to/3U6auig

  • The Four - Scott Galloway

    The Four (Os Quatro), do Professor da NYU Scott Galloway, é um livro que - na capa - promete contar o DNA secreto das quatro gigantes da tecnologia (de 2017): Amazon, Apple, Facebook, Google. Mas se essa é a sua expectativa, pode ir atrás de outro livro. Esse não vai te dar super insights sobre as quatro, apesar de contar a história e o impacto dessas empresas de forma bem divertida, naquele tom irônico que é a cara do Professor G. E como o livro é de 2017, muita coisa está desatualizada - Nvidia e Bytedance (do TikTok) nem aparecem no radar de potenciais gigantes. Agora, se você gosta de ler sobre estratégia, eu super recomendo esse livro - devorei em três dias. Tem um capítulo em especial no qual ele explica os fatores do “Algoritmo T”, que a empresa dele de Business Intelligence, L2 Inc, usa para ajudar os clientes na alocação de capital, e que traz um checklist de coisas as quatro fizeram (e fazem) bem: Os itens da lista são: Diferenciação de Produto: avaliar toda a cadeia de valor e entender onde. A tecnologia pode adicionar valor ou reduzir atrito Capital Visionário: atrair investimentos por meio de um CEO carismático, com o dom do storytelling, uma visão ambiciosa e capaz de mostrar progresso em direção a essa visão Alcance Global: um produto que transponha qualquer barreira geográfica e atraia pessoas de diferentes culturas. Simpatia: ter consumidores que gostam da empresa/marca ajuda a evitar muita investigação de órgãos regulatórios Integração Vertical: controlar ao máximo a cadeia de valor, principalmente o que se refere à experiência do cliente Inteligência Artificial: dados, dados, dados. E saber brincar com eles. Aceleração de Carreira: atrair e reter os melhores talentos Geografia: estar próximo a centros de inovação e talento, como universidades renomadas Vale passar pela lista e fazer o check da empresa que você trabalha (ou que ainda vai fundar!). PS: O livro tem ainda um capítulo excelente sobre estratégias de carreira, com dicas que continuam super atuais. Link: https://amzn.to/3Jyxvpl

  • De Zero a Um - Peter Thiel

    Que empresa valiosa ninguém está construindo? Essa é uma das provocações de Peter Thiel, um dos fundadores do PayPal, em seu livro “De Zero a Um”. É difícil concordar com tudo que ele traz no livro - a defesa do monopólio, por exemplo - mas o livro traz algumas opiniões importantes para se refletir, como a questão da inteligência artificial e das máquinas como complementares aos seres humanos, e não concorrentes. Acho que o melhor do livro são as perguntas que ele sugere fazer antes de montar uma startup. Segue aqui (numa tradução livre minha): A Questão da Engenharia: Você tem uma tecnologia inovadora que é pelo menos 10 vezes melhor do que a concorrência, ou só melhorias marginais? A Questão do Timing: Esse é o momento certo para começar esse negócio específico? A Questão do Monopólio: Você está começando com uma participação grande em um mercado pequeno? A Questão das Pessoas: Você tem a equipe certa? A Questão da Distribuição: Você tem uma maneira de não apenas criar, mas também de distribuir seu produto? A Questão da Durabilidade: Seu mercado será grande o suficiente nos próximos 10 e 20 anos? A Questão do Segredo: Você está identificando uma oportunidade única que outros não veem? Sempre gostei de estudar, anotava tudo nas aulas, e meus cadernos ficavam até no xerox do DAGV pro pessoal poder tirar cópia das anotações antes das provas. Achei graça quando descobri que esse livro nasceu das anotações de um aluno de Peter Thiel em um curso sobre startups em Stanford em 2012, que acabou circulando muito além da faculdade. Não sei se minhas anotações eram 10X melhores que as das outras pessoas. Mas como meu “timing” na faculdade foi 2002 e não 2012, não passei da segunda questão no potencial de sucesso do livro com minhas anotações sobre as aulas... Link: https://amzn.to/3Wev9n9

  • O Clube das 5 da Manhã - Robin Sharma

    Cinco Motivos para entrar para o Clube das 5 da Manhã (e um motivo para não ler) O “O Clube das 5 da Manhã” é um best-seller do autor canadense Robin Sharma, com mais de 15 milhões de cópias vendidas. Vale a pena entrar para o Clube? Sem dúvida. Não precisa bitolar e seguir tudo tão à risca, mas os benefícios de acordar cedo e ter um ritual matinal são super claros. 1 - Autodisciplina: É difícil no início, mas com o tempo e um pouquinho de esforço, acordar às 5 da manhã vira um hábito - e a disciplina e a força de vontade vão “contaminando” outras partes da vida. 2 - Menos distrações: Porque 5 da manhã? Porque a chance de você ser interrompido é menor. Obviamente, não adianta acordar e ficar na cama viajando nas redes sociais. Se for difícil se controlar sozinho, vai lá em configurações e bloqueia esses apps em alguns horários. 3 - Atividade Física: Fazer exercício logo cedo ajuda a liberar endorfina (o que melhora a disposição para o resto do dia) e reduzir o nível de cortisol no organismo (o que reduz o nível de estresse e irritabilidade). 4 - Investir em você: Aquele livro que você não consegue achar tempo pra ler, a aula do curso on-line que você comprou e não viu nem dez minutos, qualquer coisa que te faça crescer: essa é a melhor hora do dia para você fazer essas coisas que acabam sen procrastinadas porque não são uma “reunião urgente”. Coloca na agenda e usa 20 minutinhos do dia pra isso, logo cedo. 5 - Mentalidade Positiva: Meditar ou escrever logo de manhã (incluindo alguns bullet points com o planejamento do dia) ajuda a organizar a mente, ter mais foco, e a começar a o dia de forma mais positiva. Pode incluir aqui exercícios de gratidão ou visualização também. Mal não vai fazer! Mas então porquê não ler? O livro é escrito em um formato de fábula, contando a história de duas pessoas (que obviamente se apaixonam), que se conhecem na palestra de um “Orador Fascinante” (spellbinder em inglês), passa por golfinhos saltitantes nas Ilhas Maurício, viagens de helicóptero, uma visita ao Taj Mahal, e até uma festa de casamento que o bilionário dá de presente ao casal (com os convidados chegando de jatinho, claro). Sem falar no “desenrolar da grandeza primal” e na “sabedoria flagrante arraigada profundamente no meu coração”. Enfim, tem gente que adora. Pra mim, foi um pouquinho além da conta. Link: https://amzn.to/3QFqQ0L

  • Meu Caminho até a Cadeira Número 1 - Rachel Maia

    A primeira vez que vi a Rachel Maia foi na capa da Forbes em 2019. Lembro das palavras: “SIM, É POSSÍVEL”, assim mesmo, todas em maiúsculas, logo abaixo da foto daquela mulher forte e autoconfiante. Na hora, me passou um filme de diversas mulheres líderes, poderosas, com quem trabalhei ao longo de tantos anos de carreira. O quanto elas foram importantes para mim: como exemplo, como referência, como mulheres que me fizeram acreditar que “sim, é possível”. Todas elas, brancas (como eu). Impossível não refletir sobre como a Rachel pode ser o exemplo para as outras mulheres, as negras, que se vêem ainda menos representadas nas lideranças. Mas tem muita (muita) gente muito (muito!) mais qualificada do que eu para falar sobre isso. Então, em vez de falar das “diferenças”, vou falar sobre as semelhanças. Nesse livro, “Meu caminho até a cadeira número 1”, a Rachel fala sobre a importância da família na construção de quem ela se tornou. Do pai que levava e buscava na balada, da mãe que cozinhava para quantos mais coubessem na mesa. Da referência de valores que eles deram para ela e seus irmãos, da importância da educação. Ela fala da paixão que tem por varejo e por experiência do consumidor. Da aversão à fofoca e à inveja que tantas vezes encontramos no mundo corporativo. Fala sobre ter a régua alta, sobre ser exigente consigo mesma e sobre esperar excelência das pessoas. Ela fala também sobre correr riscos: “Não vou a lugar algum se me mantiver na zona segura, fazendo o que sempre foi feito.”. E sobre a importância da comunicação: “Tudo que é escuso, que não é claro, acaba deixando os funcionários inseguros e com uma sensação de que algo errado está acontecendo.” Fala sobre negócios: “O que deu certo para uma marca ou determinado lançamento dificilmente vai ser repetir se for reproduzido da mesma maneira em outro momento ou empresa.” E fala sobre equilíbrio: “Boas ideias vem de momentos de descanso. Não conseguiria ter uma vida feliz e uma visão leve das coisas sem esse equilíbrio da balança.” E no fim, a Rachel fala que um dos seus maiores sonhos é que esse livro se torne obsoleto. Que um dia, as CEOs, executivas, e presidentes das empresas sejam mulheres, negras, que chegaram lá. É importante falar sobre as diferenças. Sobre as dificuldades que infelizmente ainda são muito maiores em função de etnia ou de gênero. Mas acho muito importante também enxergarmos as semelhanças… E exemplos como a Rachel ajudam a mostrar que acima de qualquer coisa, com talento e paixão, SIM, É POSSÍVEL. PS: A linguagem do livro é leve, fácil, parece um bate-papo entre amigas com uma garrafa de vinho. Vale muito a leitura. Link: https://amzn.to/3UlTrcu

  • Little Black Stretchy Pants - Chip Wilson

    Já perdi a conta de quantas vezes recomendei a leitura de “Little Black Stretchy Pants”, a auto-biografia do Chip Wilson - curiosamente, não autorizada pela empresa Lululemon, que ele mesmo fundou. Uma verdadeira aula de empreendedorismo, com lições que vão desde posicionamento de marca até a criação de uma cadeia de varejo verticalizada e processo de IPO, essa é uma leitura obrigatória para founders e gestores de marcas e empresas de varejo. Cheio de frases fortes como “A média está tão perto do fundo quanto do topo”, ou “A mediocridade é inevitável quando não há um tomador de decisão final para gerenciar as prioridades”, você logo percebe o quanto a visão e a personalidade dele, como fundador, influenciou a cultura da empresa, muito orientada a metas e resultados e com um padrão altíssimo de qualidade. No início do livro, Chip Wilson conta suas experiências pessoais e de empreendedorismo no surf, skate e snowboard. São capítulos um pouco cansativos, mas valem para entender como os erros e as lições que ele aprendeu nos empreendimentos anteriores foram importantes para a criação da Lululemon. Muito do foco do livro são as lições sobre como gerir um negócio de varejo verticalizado, do controle total da cadeia (por exemplo, para não precisar sucumbir à pressão de preço de atacadistas) até a excelência na experiência oferecida aos clientes (que inclui até alfaiataria na loja para fazer a bainha das calças). Falando em “experiência do cliente”: muito antes disso e de “comunidade” virarem buzzwords, a Lululemon já entendia esse conceito, e trazia para suas lojas aulas de Yoga para criar esse vínculo com seu público-alvo - que, aliás, ele tinha definido com uma precisão e foco que poucas marcas têm. As “Super Girls" eram mulheres que ganhavam bem, se dedicavam à saúde, praticando exercícios e alimentação saudável, e - tendo filhos mais tarde, tinham renda disponível para gastar com produtos de alta qualidade e funcionalidade. Funcionalidade, aliás, sempre foi um dos grandes diferenciais da marca. As designers ficavam nas lojas, observando e conversando com clientes para entender como melhorar o produto. Quando desenvolveram uma linha de tops esportivos, fizeram um estudo com uma universidade sobre movimento dos seios durante a prática das esportes. Essa combinação de funcionalidade, qualidade e design, junto com um posicionamento claro, possibilitou que a marca cobrasse preços muito acima dos praticados na categoria. Tem ainda uma seção inteira do livro dedicada ao IPO - desde o processo com o fundo de Private Equity até a gestão da empresa uma vez que ela estava nas mãos dos novos executivos - e todos os atritos e armadilhas que vieram com as diferentes visões e interesses. Segundo Chip Wilson, a nova liderança pensava sempre no "jeito de ter uma boa aparência para maximizar os ganhos de curto prazo”. Alguém já viu isso antes? O livro traz mais uma série de fatos sobre a construção da marca e da cultura da empresa - incluindo os momentos de crises de PR depois de algumas das suas declarações polêmicas. Como toda história tem mais de uma versão, vale pelo menos ler o que ele conta pra formar uma opinião. Pessoalmente, vejo diversas qualidades na personalidade e no estilo de gestão que ele conta ter; se é tudo verdade, não sei. E mesmo sendo, se compensam o lado negativo de seu estilo, também não sei dizer. Um cuidado final pra quem for ler: ao longo do livro, ele recomenda pelo menos outras dez leituras de diferentes assuntos, como “Tipping Point”, do Malcom Gladwell, e “Good to Great”, do Jim Collins, dando só o teaser do conteúdo. Obviamente, comprei vários. Link: https://amzn.to/3Ux1qVe

  • Mãe, por que você trabalha? - Dani Junco

    Quando você chega na Casa B2MAMY, logo vê na parede a frase:  “Nunca subestime uma mulher que deseja ser exemplo para seu filho.” Esse é o mote da Dani Junco, fundadora da B2MAMY e autora do livro “Mãe, por que você trabalha?”, lançado em 2023. No livro, a Dani conta um pouco da sua experiência acompanhando mães e mulheres na B2MAMY, uma aceleradora criada para impactar negócios de mulheres em transição de carreira após a maternidade. De hub de inovação family-friendly, a B2MAMY foi crescendo e se tornou uma comunidade de mães empreendedoras - e a Dani, uma referência no assunto. Em uma linguagem simples a acessível, a Dani fala sobre tipos de empreendedores, como descobrir seu propósito, e diferentes modelos de negócio, além de explicar conceitos como jobs-to-be-done, organizações LEAN, MVP, product-market fit, OKRs, etc. Recomendo esse livro para todas as mães que pensam em tirar o sonho de empreender do papel, seja porque foram demitidas durante ou depois da licença, ou porque simplesmente não cabem mais naquilo que faziam antes da maternidade. Eu cheguei na Dani e na B2MAMY por acaso, há uns dois anos. Achava que podia contribuir um pouquinho com a comunidade compartilhando conhecimento, mas não podia imaginar o quanto fazer parte seria importante pra mim. Rede de contatos, cursos, treinamentos, benefícios, o co-work com a melhor energia de Pinheiros… e o acolhimento e apoio que toda mãe merece! Link: https://amzn.to/3JEIo8Z

©2024 por Fernanda M Schmid

bottom of page