Joy on demand, Chade-Meng Tan
- fernandamschmid
- 26 de mar.
- 2 min de leitura
Onde você encontra a felicidade?

No fim de um projeto importante? Quando a agenda finalmente desafoga? Quando chega o reconhecimento, a promoção, a sensação de “consegui”, de “ganhei”?
Li ano passado “Joy on Demand” (algo como “Alegria sob Demanda”), do Chade-Meng Tan, o engenheiro do Google que criou um curso de meditação e um Instituto para difundir a prática.
Fiquei pensando em como a gente costuma tratar a felicidade como uma meta, um ponto de chegada, algo que ainda vai acontecer. Tipo um prêmio por ter aguentado o suficiente.
O livro propõe outra coisa, bem menos confortável: a ideia de que a alegria não aparece quando a vida resolve colaborar, mas quando treinamos a forma como nos relacionamos com o que acontece dentro da nossa mente, no meio do dia, no meio do trabalho, no meio da bagunça.
Não que a gente tenha que ficar sempre sorrindo, “gratiluzando” a vida. Acho até bem saudável a gente sentir o casaço, a frustração, a tristeza, e todas as outras milhares de emoções que tomam conta da gente ao longo dos dias.
Mas gosto de como ele fala dessa ideia de que precisamos também aprender a perceber os nossos processos mentais “automáticos”, o quanto vivemos na tal esteira hedônica, buscando mais, sem apreciar o presente, o que já conquistamos e - talvez o mais importante: o processo.
Acho que por isso que o nome do meu podcast Felicidade dá Trabalho gera sempre tanta identificação e curiosidade.
Essa ideia de que a felicidade exige atenção, repetição, e esforço consciente, e que está muito mais na minha mão do que eu poderia imaginar, faz cada vez mais sentido pra mim.
PS: Pra quem gosta de fofoca, fica a dica de ir buscar os motivos pelos quais o autor foi afastado do cargo no instituto que ele mesmo fundou. Não encontrei muita coisa, além de uma carta (muito bem escrita, por sinal), assumindo e pedindo desculpas pelos “comportamentos” do passado. 👀
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