O livro da esperança, Jane Goodall e Douglas Abrams
- fernandamschmid
- 25 de jan.
- 1 min de leitura

Jane Goodall é provavelmente a primatóloga e naturalista mais reconhecida que já existiu. Ela ficou famosa depois de, nos anos 60, ao estudar chimpanzés na Tanzânia, perceber que eles criam e usam ferramentas, algo que até então era entendido como uma capacidade exclusiva da espécie humana. A partir daí, ela acabou se tornando também uma das maiores vozes globais pela proteção da vida selvagem.
Em O Livro da Esperança, Jane conta um pouco da sua trajetória em uma espécie de diálogo-entrevista com Douglas Abrams. O tema central do livro é a esperança - ou como, mesmo diante de tudo o que temos visto acontecer no planeta (guerras, ataques terroristas, crise climática, pandemia), ela conseguia continuar esperançosa.
Gostei muito da forma como Jane distingue fé e esperança. Fé, para ela, é a crença de que tudo vai dar certo, muitas vezes atribuída a alguma força maior que rege o Universo. Esperança, por outro lado, depende de ação, de engajamento contínuo e da disposição de assumir responsabilidade. É isso que torna possível continuar tentando, mesmo em meio a tantas adversidades.
E quais eram, afinal, os motivos dela? A confiança no intelecto humano, a resiliência da natureza, o poder transformador dos jovens e a ideia de um espírito humano indomável. Vou deixar os detalhes pra vocês descobrirem no livro.
Jane Goodall faleceu em 2025, aos 91 anos.
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