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- The Female Brain - Louann Brizendine, MD
Comprei uma fantasia da “Teia-Aranha Branca” (aka Gwen Stacey) para minha filha já faz mais de um ano. Ela usou uma vez, junto com o primo da mesma idade (ele, sempre de Miles Morales). Ela jogou umas teias, e logo pediu para vestir a fantasia da Aurora. Ser mãe de menina é apaixonante - e apavorante. Quero que ela seja educada e comportada, mas não submissa. Que seja forte, independente, e tenha opiniões próprias - mas não sei o que fazer quando ela se recusa a usar um casaco porque é azul ou só quer usar vestido. Tomo todos os cuidados para não reforçar estereótipos, e ela quer usar mil colares, tudo com brilho e unicórnios e princesas. Li “The Female Brain”, da neuropsiquiatra Louann Brizendine recentemente, com um certo medo de que ele reforçasse os estereótipos que tanto me incomodam. O livro me surpreendeu, e positivamente. Ela fala sobre como os hormônios determinam o que o nosso cérebro quer fazer - e como eles são diferentes não só entre homens e mulheres, mas também nas diferentes etapas da nossa vida. Segundo a autora, a primeira grande “injeção” de hormônios no nosso corpo acontece lá pelas 8 semanas do bebê - momento em que se define se o feto será macho ou fêmea. Depois, ao redor dos 2 anos, vem uma segunda - e foi bem nessa idade que esses comportamentos “femininos” começaram a aparecer na minha filha. As outras grandes mudanças hormonais que passamos ao longo da vida - menstruação, gravidez, pós-parto, perimenopausa - também vão mudando a configuração do nosso cérebro, nossos comportamentos, interesses e prioridades. As mulheres aparentemente têm mais neurônios nas áreas do cérebro ligadas à comunicação (será por isso que minha pequena é tão tagarela?) e são melhores em ler as expressões do outro, interpretar o tom de voz, perceber nuances de sentimentos. Elas reconhecem tristeza nas expressões dos outros 90% das vezes, enquanto os homens apenas 40%. A reação típica do homem ao reagir a uma emoção é evitá-la - a mulher procura outra para conversar. Mulheres e homens usam áreas diferentes do cérebro para resolver problemas, processar linguagem, experienciar e armazenar as mesmas emoções. Fazemos as mesmas coisas - ou seja, temos a mesma performance - mas usamos circuitos diferentes. A autora reforça, é claro, que os hormônios sozinhos não são os únicos responsáveis pelos nossos comportamentos - vivemos diferentes experiências, temos diferentes interações. Mas - depois de ler o livro e aprender um pouco sobre o assunto - tendo a concordar com ela que ignorar as diferenças entre homens e mulheres e tratar de forma “igual” em uma sociedade paternalista é ainda mais prejudicial à mulher do que aceitar que somos diferentes. Um cuidado ao ler o livro: alguns estudos citados apenas sugerem algumas coisas (e não confirmam), e muitos são antigos (o livro é de 2006), então muita coisa pode ter mudado no conhecimento sobre os hormônios e o cérebro humano. Se você souber de algo, estou sempre interessada em aprender! Link: https://amzn.to/3UgTKpt #livros
- Kafka e a Boneca Viajante - Jordi Sierra i Fabra
Quantas vezes você lê o mesmo livro? Tem uma famosa frase do escritor Jorge Luiz Borges que diz que - como no rio de Heráclito - você nunca lê o mesmo livro duas vezes, porque, na segunda vez, você já é outra pessoa. Aproveitei o friozinho de ontem para reler “Kafka e a Boneca Viajante” , de Jordi Sierra i Fabra - acho que pela quinta vez. É um livro curtinho, infanto-juvenil, mas que fala com leitores de todas as idades. A história começa com Kafka (sim, aquele mesmo, da Metamorfose) , já bem doente, em um parque em Berlin. Ele ouve um choro “alto, convulso, repentino” e descobre uma menina, triste por haver perdido a sua boneca. Para acalmá-la (e sem pensar muito nas consequências), ele inventa uma história: a boneca não estava perdida, estava viajando. E ele, um “carteiro de bonecas”, traria uma carta da boneca para ela no dia seguinte. Da primeira carta até o final do livro, são várias as aventuras da boneca - e muitas as aflições e alegrias do escritor. Uma obra linda sobre a arte de escrever, o poder das viagens, e a magia da imaginação e da alegria das crianças. Não se sabe se a história é real. As cartas nunca foram encontradas, mas foi Dora Dymant, companheira de Kafka, que a contou pela primeira vez. Talvez seja justamente essa mística sobre a veracidade que deixe a história tão linda. Ou talvez seja essa capacidade que a literatura de nos transportar para outros mundos - como a boneca viajante transportava a menina a cada carta. Hoje, sendo mãe, entendo a importância da boneca para aquela menina - uma beleza que eu não entendia quando li pela primeira vez. Pensando em como será ler com a minha filha quando ela crescer um pouquinho... Link: https://amzn.to/3YeMrA5
- A História do Airbnb - Leigh Gallagher
“Eu espero que essa não seja a única ideia na qual você está trabalhando.” Essa foi uma das frases ouvidas por Brian Chesky, fundador do AirBnb, quando apresentou a um potencial investidor a sua ideia de alugar colchões de ar na casa de estranhos. A história do Airbnb é uma das mais conhecidas do mundo das startups: os designers que - para conseguir pagar o próprio aluguel - alugaram colchões de ar na sala para quem não conseguiu hotel durante uma conferência de design em San Francisco. O livro “A história do Airbnb” da jornalista e editora da Fortune Leigh Gallagher, traz uma versão um pouco menos romantizada dessa história. Leitura obrigatória para qualquer empreendedor, o livro traz diversas lições sobre #iterations, #productmarketfit, #networkeffect e remoção de barreiras (como ter uma plataforma acessível e fácil de usar, sistema de reviews, gestão completa da experiência - da busca até a reserva e pagamento, incluindo o atendimento ao cliente), além - claro - da importância da construção dos #corevalues da empresa e das “dores do crescimento” (incluindo gestão de crises - e essas não faltam por lá!). O que mais me chamou atenção no livro, no entanto, não foi a determinação e a coragem dos sócios, nem mesmo a curiosidade insaciável de Brian Chesky (parece que ele também é o “louco dos livros”), sua facilidade para construção de networking e constante busca por mentores. Tudo isso fez diferença. Mas o fator fundamental no sucesso do Airbnb parece ter sido a complementariedade dos três sócios, Brian Chesky, Joe Gebbia e Nate Blecharczyk. Não só pela combinação dos skills técnicos, mas principalmente porque, nas palavras do próprio Chesky, eles compartilhavam da mesma “ética profissional”. Talvez - ou provavelmente - a questão mais importante na hora de encontrar um co-founder. O livro é de 2017, então não conta nada sobre a saída de Gebbia da operação do dia-a-dia da empresa (quando virou pai), nem sobre a pandemia (provavelmente um dos momentos mais difíceis da história para a empresa). Tudo bem, estou esperando o sequel aqui. Link para compra: https://amzn.to/4f6QmFO
- Como mentir com Estatística - Darrell Huff
O que você quer provar? Se você - como eu - não era exatamente a melhor aluna de estatística da turma, mas com o tempo aprendeu a entender a importância de uma boa extrapolação ou de um belo gráfico mostrando a correlação… Esse livro é pra você!!! “Como mentir com Estatísticas”, de Darrell Huff, é provavelmente um dos livros de não-ficção mais engraçados que já li na vida. O livro é de 1954, então é claro que muitos exemplos são antigos. Mas as coisas não mudaram muito, não. Dos maravilhosos “claims cosméticos” sobre a performance de produtos, até os eternos “nove entre dez dentistas” que recomendam uma determinada marca, essa é uma leitura obrigatória para qualquer um trabalhando em Marketing. Afinal, se somos todos contadores de histórias, saber que dados mostrar, e como mostrar, pode ser o segredo para conseguir aprovar um projeto ou ganhar uma discussão! Brincadeiras à parte, o livro traz os principais conceitos de estatística explicados de forma simples e direta, e com exemplos divertidos de como dados podem ser distorcidos para provar um ponto. Leitura fundamental para quem não quer ser enganado por gráficos e números “torturados” - ou precisa sempre começar uma apresentação perguntando para o chefe “O que você quer provar?”! Link Amazon: https://amzn.to/4hf4QFB
- The Science of Storytelling - Will Storr
Porque gostamos tanto de histórias? Do seriado no streaming à fofoca do corredor, da amizade entre atletas olímpicas rivais até aquele livro que não largamos nem com as notificações do celular… Somos absorvidos e nos envolvemos emocionalmente com pessoas que não conhecemos ou personagens que só existem na imaginação dos autores… Recentemente, li "The Science of Storytelling”, do Will Storr, e encontrei algumas respostas - e que unem duas das minhas paixões: storytelling e neurociência. A ideia que o livro traz é que o cérebro humano é naturalmente atraído por histórias que mostram como “personagens imperfeitos reagem e se adaptam a mudanças inesperadas”. Uma boa história começa com uma mudança. Algo que vai impactar diretamente no personagem principal, aquele que - sendo imperfeito - tem crenças cheias de falhas sobre como controlar seu ambiente e alcançar seus objetivos. Ao longo da narrativa, diversos obstáculos desafiam essas crenças (e as nossas próprias!) e nos fazem questionar quem o personagem realmente é em sua essência (e quem somos também?). O autor destaca ainda diversas técnicas de storytelling, como lacunas de informação, a linguagem poética rica em metáforas, e temas de mudança de status - elementos que estimulam ainda mais o nosso cérebro, mantendo-nos envolvidos e ansiosos para descobrir o que vem a seguir. Sem dúvida, um livro obrigatório para quem pretende um dia escrever um livro. Mas também muito válida para quem, como eu, é fascinado por histórias e pelo cérebro humano. Link Amazon: https://amzn.to/3YrEIjo
- Sociedade do Cansaço - Byung-Chul Han
Quando foi seu último burnout? É só começar a falar de trabalho, e não demora para esse tema aparecer. Acho ótimo que o assunto esteja em pauta. A conscientização é o primeiro passo para que as pessoas busquem ajuda e evitem chegar a esse ponto. Mas fico também assustada com a banalização de algo tão grave. O burnout não é só “estar cansado” ou “estressado”. Trata-se de um estado de completa exaustão física, mental e emocional, que pode comprometer não apenas o desempenho profissional, mas também a qualidade de vida no geral. Geralmente, a culpa é atribuída ao excesso de responsabilidades, à pressão por resultados ou aos ambientes de trabalho tóxicos. E sem dúvida, existem líderes e empresas que não priorizam o bem-estar de suas equipes - não é à toa que o burnout é classificado como doença ocupacional. Mas lendo “Sociedade do Cansaço”, de Byung-Chul Han, achei interessante a perspectiva que ele traz para essa discussão, deslocando o foco da responsabilidade: dos outros, para nós mesmos. Segundo Han, o burnout é a “consequência patológica de uma autoexploração”. Vivemos em uma “sociedade do desempenho”, na qual nós mesmos nos impomos metas, querendo ter e ser mais. É o paradoxo do "empoderamento" contemporâneo: somos livres, sim, mas livres para nos esgotar. Trabalhamos até a exaustão atrás de um resultado que nunca é suficiente. Não importa quão longe já conseguimos chegar - queremos mais. Uma busca sem fim por sucesso, conquistas e validação externa. E o que resta desse ciclo? Isolamento, a incapacidade de relaxar, e a sensação de que estamos sempre correndo atrás de algo inalcançável — como um hamster que corre em sua roda, sem nunca sair do lugar. Mas será que precisamos seguir esse caminho? Ou podemos mudar a nossa definição de sucesso? Talvez cultivar o autocuidado, e encontrar um balanço entre ambição e bem-estar? Entre a obrigação auto-imposta de alcançar algo e a verdadeira motivação pelo autodesenvolvimento? Entre TER e SER? Essa leitura (bastante filosófica) nos convida a repensar o que verdadeiramente importa e, quem sabe, a buscar um caminho onde a realização pessoal e o auto-cuidado caminhem lado a lado. Link: https://amzn.to/3ZA8djO
- Mostre Seu Trabalho - Austin Kleon
Sempre gostei de ler. Grifo e rabisco meus livros, faço anotações nas bordas das páginas e na contra-capa. Um dia, após algumas (muitas!) conversas com minha terapeuta, decidi começar a compartilhar essas reflexões. Assim, em 2021 nasceu meu blog, livronomia.com.br , e comecei a publicar também no LinkedIn. No início tinha vergonha. Medo de ser julgada, das críticas de haters (eles sempre vão existir). Mas, com o tempo, percebi que o processo de compartilhar as minhas anotações me fazia refletir ainda mais - entender melhor os conceitos, organizar melhor as ideias, questionar coisas que em uma primeira leitura eu não tinha questionado. Percebi que, ao compartilhar o que eu sabia, eu também estava aprendendo. Em Mostre Seu Trabalho , Austin Kleon fala sobre esse processo. Esse é o segundo livro da série “Roube como um Artista” e, dos três, o que mais vai fazer você refletir sobre encontrar a sua própria voz e a coragem de se expor. Você não precisa ser perfeito. Tenho plena consciência de que minha escrita não é perfeita - dos “typos” ao excesso de incisos. Mas nós, seres humanos, queremos nos conectar. Não com a perfeição, mas com outros humanos. Pessoas como nós, que compartilham as mesmas jornadas, enfrentam os mesmos desafios. Ao não ser perfeita, ao escrever do meu jeito, fui descobrindo minha voz. Ao compartilhar minhas reflexões e devaneios sobre livros, fui abrindo também um espaço de troca e sugestões, onde quem já leu o livro também colabora e traz mais reflexões. E quem não leu, se inspira a ler também. Continuo aprendendo cada vez que escrevo sobre um livro. E hoje tenho uma recompensa adicional: descobrir, através dos comentários ou mensagens, o impacto positivo que cada recomendação de livro conseguiu criar. E recomendo a leitura desse livro para todo mundo que não sabe o que postar, que acha que não tem nada para compartilhar. Como diz o autor, “a única maneira de encontrar a sua voz é praticando”. PS: Comecei há um mês a compartilhar também os textos no Instagram, no @livronomia_. Ainda aprendendo o que funciona no assunto hashtag#livros por lá - e sempre aceitando dicas! Link Amazon: https://amzn.to/3BRt1JZ
- Previsivelmente Irracional - Dan Ariely
Você prefere ganhar um vale-presente da Amazon de US$10 completamente grátis , ou pagar US$7 por um vale de US$20? Se você é como a maioria das pessoas, escolheu o primeiro - sem fazer a conta de que, no segundo, você está levando US$13, obviamente mais do que os US$10. Mas porquê? Porque o primeiro é grátis. O “Zero Price Effect” (Efeito do Preço Zero) é um fenômeno psicológico observado em comportamento do consumidor, no qual itens oferecidos gratuitamente são percebidos como muito mais valiosos do que aqueles que têm um custo - mesmo que seja um preço muito baixo ou ofereça maiores vantagens. Quando avaliamos comprar ou não alguma coisa, levamos em conta os prós e contras. Mas quando alguma coisa é de graça, não enxergamos os contras - e acabamos achando que o que ganhamos “de graça” é mais valioso do que de fato é. É como se essa sensação de alegria de ganhar alguma coisa de graça tomasse conta - e parássemos de raciocinar. Precisamos mesmo levar pra casa todos os brindes da feira? Comprar 2 de alguma coisa que usamos pouco, só pra ganhar o terceiro? Aumentar o tamanho da cesta só porque o frete é grátis a partir de determinado valor? Nós seres humanos não gostamos de perder - e quando alguma coisa é de graça, temos a sensação de que não estamos perdendo nada. Encaramos até fila pra pegar alguma coisa de graça - do panetone no Natal do shopping às amostras grátis nas feiras e congressos - como se o nosso tempo não tivesse também um custo… Esse é só um dos muitos tópicos da nossa irracionalidade tratados por Dan Ariely em seu livro “Previsivelmente Irracional”, um clássico da economia comportamental. Reli semana passada essa edição revisada e ampliada - e ontem mesmo já apliquei não trazendo pra casa alguns dos brindes do evento em que estive. E não é que pegar o metrô com a mochila mais leve foi melhor que trazer as coisas pra casa? Link Amazon: https://amzn.to/4eclrHy
- Disappointing Affirmations - Dave Tarnowski
"Ninguém está vindo te salvar. Você é o adulto. Sinto muito." Essa é uma das frases "motivacionais" do livro "Disappointing Affirmations", do Dave Tarnowski . Quem me conhece sabe que já há alguns anos estudo Psicologia Positiva e Felicidade - e sou super a favor de mantermos a energia positiva, mesmo nos momentos mais difíceis. Mas de vez em quando, o que a gente precisa mesmo é de uma chacoalhada - e esse livro traz exatamente isso. É como um livro de auto-ajuda, cheio de imagens bonitas e frases de efeito - mas ao contrário de empatia e conforto, o livro traz, com bom humor, aquele "tapa na cara" (metafórico!) pra gente mudar de atitude. Separei algumas frases aqui: "Não deixe ninguém falar que você não é capaz de alguma coisa. Você já tem as suas inseguranças para isso!" "Pare de se preocupar com o que as outras pessoas pensam. Você já viu as outras pessoas? Elas são péssimas!" "Deixe o passado para trás. Você está perdendo a oportunidade de criar novos arrependimentos." Enquanto o livro não sai em português, vale seguir a conta hashtag#disappointingaffirmations na rede ao lado! E no melhor estilo hashtag#piscologiapositiva , como o próprio autor diz na intro do livro, nada como saber que outras pessoas sentem as mesmas inseguranças, ansiedades e tristezas pra gente se sentir menos sozinho!
- QUANDO: os segredos científicos do timing perfeito - Daniel H. Pink
Como você usa o seu tempo? Quando leu essa pergunta, você provavelmente achou que esse post seria sobre priorização ou produtividade. Eram as duas coisa que me vinham à mente também - até ler “QUANDO: os segredos científicos do timing perfeito” , do Daniel H. Pink. O livro adiciona uma terceira camada a essa discussão: a questão do timing. O autor fala sobre como os ritmos naturais do nosso corpo, conhecidos como cronotipos , e os ciclos diários de produtividade afetam nosso desempenho e bem-estar. Usando como base pesquisas em psicologia, biologia e economia, ele demonstra que escolher o momento certo (o “quando”) pode ser tão importante quanto o “que” e o “como”. Nosso dia é dividido em três fases principais: pico (“peak”), through (“vale”) e rebound (“recuperação”). Para a maioria das pessoas, o pico acontece durante a manhã, hora em que temos mais energia e estamos com a cabeça mais “preparada” para tarefas desafiadoras e que exigem mais foco. É a hora certa para escrever um briefing mais técnico para um novo projeto ou trabalhar em uma planilha complexa. A parte da tarde tende a ser um “vale”: ideal para tarefas mais rotineiras e de menor complexidade, como responder emails ou organizar arquivos. No final do dia, a energia volta, timing ideal para tarefas que exigem mais criatividade, como discutir uma nova campanha. Essas fases são comuns a pessoas em todo o mundo, mesmo em diferentes culturas. Mas existem pessoas que têm o ciclo “inverso”. Por exemplo, as “corujas” geralmente têm sua capacidade analítica mais forte à noite, e são mais criativas pela manhã. Conhecer nosso cronotipo, e ajustar a nossa rotina para tirar o máximo proveito do nosso tempo é um dos grandes segredos da produtividade. E por fim, a dica mais óbvia, repetida em praticamente todos os livros sobre produtividade e gestão de tempo (e que mesmo assim, volta e meia não obedecemos): a importância das pausas. Pequenos momentos de descanso ao longo do dia ajudam a evitar o esgotamento mental. #Produtividade #GestãoDeTempo #Neurociência PS: O livro ficou assim detonado porque tomou um banho de uma garrafinha de água que abriu na bolsa. A piada pronta sobre estar no lugar errado na hora errada!
- Klara e o Sol - Kazuo Ishiguro
O que é ser humano? Depois de uma chuva de críticas online, na semana passada o Google tirou do ar nos Estados Unidos o comercial “Dear Sydney”, em que um pai pede ajuda ao #gemini para escrever uma carta da filha para uma atleta olímpica. Os ataques ao comercial vão da importância de estimular as crianças a se expressarem ao medo de sermos todos substituídos por IAs. Daquelas discussões que têm tantas camadas que merecem não um post, mas uma tese de dissertação (ou pelo menos umas boas horas de conversa!). Afinal, o que faz de nós humanos? Essa reflexão me veio também quando li “Klara e o Sol”, de Kazuo Ishiguro. Apesar de ser uma história de ficção (ficção científica distópica, para ser bem precisa), é difícil não refletir sobre quão próximos estamos dessa realidade. A história se passa em um mundo em que as crianças (das famílias ricas, claro!) são modificadas geneticamente para serem mais inteligentes. Elas frequentam escolas virtuais, com pouquíssimo contato com outras crianças. Fica então aos AAs, robôs autônomos que aprendem através da observação, o papel de serem companheiros e melhores amigos dessas crianças. É da perspectiva de Klara, uma dessas robôs, que a história é contada. Sem mais detalhes para não dar spoilers (como é difícil escrever sobre ficção sem estragar a supresa!). Só vou dizer que é impossível não se emocionar com a ingenuidade e a literalidade com que a pequena robô aprende sobre o mundo e sobre os humanos. Esse é um daqueles livros que você devora em poucos dias - mas que fica semanas refletindo. Se uma IA consegue aprender nossos hábitos, nossa personalidade e nossos sentimentos, o que é que nos faz humanos? PS - Se você já leu, recomendo o episódio sobre esse livro no Podcast Asa da Palavra, em que Luisa Silva discute com os hosts mais umas dez “camadas” desse livro. Para refletir por mais semanas e semanas…
- Top 10 - Categoria: Pensamento Crítico
Tem livro aqui que nem terminei ainda, mas já entraram para a lista!! Rápido e Devagar - Duas Formas de Pensar - Daniel Kahneman - https://amzn.to/4fatDcT O Andar do Bêbado - Como o acaso determina nossas vidas - Leonard Mlodinow - https://amzn.to/4cJDGUA Como Mentir com Estatística - Darrell Huff - https://amzn.to/3WqcXGV Nudge: Como tomar melhores decisões - Richard H. Thaler e Cass R. Sunstein - https://amzn.to/4f8dIM8 Todo Mundo Mente - Seth Stephens-Davidowitz - https://amzn.to/3WaJi3a 21 lições para o século 21 - Yuval Noah Harari - https://amzn.to/3zE9J9F Pense de novo: O poder de saber o que você não sabe - Adam Grant - https://amzn.to/46as36L Previsivelmente irracional: As forças invisíveis que nos levam a tomar decisões erradas - Dan Ariely - https://amzn.to/3LyYJgp O mundo assombrado pelos demônios - Carl Sagan - https://amzn.to/4fats0X Factfulness: O hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos - Hans Rosling - https://amzn.to/4bSHn98











